Autor:
Lucas Nascimento Ferraz Costa
Resumo:
Este artigo apresenta uma interpretação sobre a existência de um padrão de atuação entre os grupos de pressão durante o processo constituinte de 1987-88, assim como sua implicação na determinação do sucesso de seus lobbies. Sustentamos que o lobby no período se divide em dois grupos definidos pelo produto da relação entre as características organizativas dos grupos de pressão e a área de interesse em que estavam inseridos. Esta dinâmica constitui um modelo teórico definido pela tendência de que um único grupo de pressão busque a centralização das reivindicações e represente, formalmente ou não, o conjunto dos outros grupos através de um projeto único para a sua área de interesse. Sustentamos também que a capacidade deste grupo em conciliar as diferentes reivindicações entre os atores de uma área de interesse determinou o sucesso do lobby. Esta hipótese é baseada em estudos de caso sobre a atuação de grupos de pressão na área dos direitos sociais e do trabalho.